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	<title>Comentários sobre: Memória</title>
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	<description>Algumas coisas quando eu penso.</description>
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		<title>Por: riozebratubo</title>
		<link>http://coemergencia.wordpress.com/2008/04/27/11/#comment-34</link>
		<dc:creator>riozebratubo</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 May 2008 23:15:11 +0000</pubDate>
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		<description>Mas Ju.

A memória é um ente absolutamente dependente dos registros que as coisas deixam nas outras, sob a forma que forem. Uma pedra bate na outra e quebra um pedacinho: aí está um registro. Um filme é impressionado pela luz e forma-se ali uma imagem: está aí outro registro. E os registros sozinhos não valem de muito. O uso de um registro com a consciência de que é um registro, bem, aí começa a se definir alguma memória. É o geólogo que vai lá tirar um pedaço do solo pra analisar e descobrir do que é formado em várias camadas: está usando um registro (que ele sabe que é um registro).

Essa coisa do cérebro não ter um lugar específico pra memória é na verdade mais simples do que parece: todo lugar é lugar de memória, porque as conexões existentes e inexistentes (com a intensidade com que existirem) são os registros. A coisa é que o ser humano tem consciência de que ali está um registro, num nível muito rudimentar ainda.

; )</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Mas Ju.</p>
<p>A memória é um ente absolutamente dependente dos registros que as coisas deixam nas outras, sob a forma que forem. Uma pedra bate na outra e quebra um pedacinho: aí está um registro. Um filme é impressionado pela luz e forma-se ali uma imagem: está aí outro registro. E os registros sozinhos não valem de muito. O uso de um registro com a consciência de que é um registro, bem, aí começa a se definir alguma memória. É o geólogo que vai lá tirar um pedaço do solo pra analisar e descobrir do que é formado em várias camadas: está usando um registro (que ele sabe que é um registro).</p>
<p>Essa coisa do cérebro não ter um lugar específico pra memória é na verdade mais simples do que parece: todo lugar é lugar de memória, porque as conexões existentes e inexistentes (com a intensidade com que existirem) são os registros. A coisa é que o ser humano tem consciência de que ali está um registro, num nível muito rudimentar ainda.</p>
<p>; )</p>
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		<title>Por: juba 2</title>
		<link>http://coemergencia.wordpress.com/2008/04/27/11/#comment-32</link>
		<dc:creator>juba 2</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 May 2008 15:54:15 +0000</pubDate>
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		<description>vi que existem outros(as) jubas no mundo do seu blog, no caso aqui em cima, é eu, jujuba</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>vi que existem outros(as) jubas no mundo do seu blog, no caso aqui em cima, é eu, jujuba</p>
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		<title>Por: juba</title>
		<link>http://coemergencia.wordpress.com/2008/04/27/11/#comment-31</link>
		<dc:creator>juba</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 May 2008 15:51:28 +0000</pubDate>
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		<description>eu sei que pelas minhas aulas de neurofisiologia não há nenhum lugar no cérebro que se destine a memória.. e olha que tem lugar no cérebro pra burro.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>eu sei que pelas minhas aulas de neurofisiologia não há nenhum lugar no cérebro que se destine a memória.. e olha que tem lugar no cérebro pra burro.</p>
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		<title>Por: Felipe</title>
		<link>http://coemergencia.wordpress.com/2008/04/27/11/#comment-30</link>
		<dc:creator>Felipe</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Apr 2008 13:12:21 +0000</pubDate>
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		<description>Totalmente Don Huan esse comentário.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Totalmente Don Huan esse comentário.</p>
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		<title>Por: Cleber Lambert</title>
		<link>http://coemergencia.wordpress.com/2008/04/27/11/#comment-29</link>
		<dc:creator>Cleber Lambert</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Apr 2008 10:16:38 +0000</pubDate>
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		<description>Bom dia Julie, tenho a mesma fascinação pela memoria que é inseparavel do problema do tempo em geral. Quando falamos em mémoria no sentido amplo do termo, pensamos numa faculdade de retenção de imagens (de onde nasce a linguagem como essa potencia de referência entre um objeto dado no mundo e um signo, para falar de maneira um pouco grosseira e rapida, e por consequencia imprecisa). Na ciencia abundam estudos sobre memoria voluntaria, memoria involuntaria, curta, longa,mas qualquer que seja o tipo ela ai é considerada como essa faculdade obviamente imprescindivel, entretanto demasiadamente simples, abstrata de tratar algo que sentimos ultrapassar completamente a mera capacidade de retenção de dados (fenomenos cerebrais que a ciência busca reproduzir com as maquinas informaticas, e que não se configura como utopia pois o principio de retenção pode ser realizado seja sobre um suporte organico, seja sobre um suporte de silicio, alias, este ultimo se mostra até mais promissor...). Mas la onde a ciência alcança o maximo de sucesso, é onde a mémoria ganha um outro sentido, que ja nao pode ser explicado pela ciencia, mas exige as potências ou da arte, ou da filosofia, as vezes das duas juntas. A ciencia talvez toque esse problema mas ai ja nao é pela via dos estudos da mémoria, mas talvez pela fisica (porem nao ouso falar, primeiro porque desconheço, segundo pelo que baliza a disciplina cientifica, quero dizer ela busca construir um quadro explicativo para dar uma referencia ao caos, porem a memoria no sentido mais profundo implica necessariamente a abandono da referencia e so ganha consistencia num outro plano, ao qual a filosofia e a arte podem aceder). Esse segundo sentido da mémoria concerne o tempo como eternidade ou a verdade eterna do tempo. Como se a nossa memoria fosse uma comunicação imediata com uma gigantesca memoria ontologica como diz Deleuze e pela qual todos os seres sao atravessados por uma linha comum que ao mesmo tempo os distingue (animal, pedra, estrela) e os reune (eu sou a agua e os minerais que me compoem, e eles ja sao ja compostos de elementos ainda mais larvares que estao presente no cosmo de modo que cada ser parece ser a dobra de outro seres numa serie que vai do melecular ao cosmico). Uma leitura linda que vai nessa direção é a do Bergson, no livro Matéria e Memoria, Deleuze tambem no Diferença e repetiçao trata de maneira bastante consistente do problema do tempo e da memoria, quando ele fala nas tres sinteses do tempo. Nos passamos a maior parte do tempo na primeira sintese e o que chamam de &quot;barato&quot; no caso de algumas substancias alucinogenas nada sao senao experiencias que nos fazem visializar a possibilidades de outras sinteses, porem fracassam sempre (ate porque se nao fracassassem nao precisariamos usar de novo). A filosofia, a arte, nos dao o plano e uma vez nele podemos manusear como bem queremos as sinteses. Escrevi isso na minha dissertaçao de mestrado, que sonho com o dia em que todos irao manusear a filosofia, a arte, como sintetizadores e o mundo como imensa realidade plastica, virtualidade pura, ou seja, material...Ha quem viva assim, ha tantas doses de sofrimentos indiziveis em tais modos de vida como tambem alegrias desconhecidas.
Cordialmente, C.L.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Bom dia Julie, tenho a mesma fascinação pela memoria que é inseparavel do problema do tempo em geral. Quando falamos em mémoria no sentido amplo do termo, pensamos numa faculdade de retenção de imagens (de onde nasce a linguagem como essa potencia de referência entre um objeto dado no mundo e um signo, para falar de maneira um pouco grosseira e rapida, e por consequencia imprecisa). Na ciencia abundam estudos sobre memoria voluntaria, memoria involuntaria, curta, longa,mas qualquer que seja o tipo ela ai é considerada como essa faculdade obviamente imprescindivel, entretanto demasiadamente simples, abstrata de tratar algo que sentimos ultrapassar completamente a mera capacidade de retenção de dados (fenomenos cerebrais que a ciência busca reproduzir com as maquinas informaticas, e que não se configura como utopia pois o principio de retenção pode ser realizado seja sobre um suporte organico, seja sobre um suporte de silicio, alias, este ultimo se mostra até mais promissor&#8230;). Mas la onde a ciência alcança o maximo de sucesso, é onde a mémoria ganha um outro sentido, que ja nao pode ser explicado pela ciencia, mas exige as potências ou da arte, ou da filosofia, as vezes das duas juntas. A ciencia talvez toque esse problema mas ai ja nao é pela via dos estudos da mémoria, mas talvez pela fisica (porem nao ouso falar, primeiro porque desconheço, segundo pelo que baliza a disciplina cientifica, quero dizer ela busca construir um quadro explicativo para dar uma referencia ao caos, porem a memoria no sentido mais profundo implica necessariamente a abandono da referencia e so ganha consistencia num outro plano, ao qual a filosofia e a arte podem aceder). Esse segundo sentido da mémoria concerne o tempo como eternidade ou a verdade eterna do tempo. Como se a nossa memoria fosse uma comunicação imediata com uma gigantesca memoria ontologica como diz Deleuze e pela qual todos os seres sao atravessados por uma linha comum que ao mesmo tempo os distingue (animal, pedra, estrela) e os reune (eu sou a agua e os minerais que me compoem, e eles ja sao ja compostos de elementos ainda mais larvares que estao presente no cosmo de modo que cada ser parece ser a dobra de outro seres numa serie que vai do melecular ao cosmico). Uma leitura linda que vai nessa direção é a do Bergson, no livro Matéria e Memoria, Deleuze tambem no Diferença e repetiçao trata de maneira bastante consistente do problema do tempo e da memoria, quando ele fala nas tres sinteses do tempo. Nos passamos a maior parte do tempo na primeira sintese e o que chamam de &#8220;barato&#8221; no caso de algumas substancias alucinogenas nada sao senao experiencias que nos fazem visializar a possibilidades de outras sinteses, porem fracassam sempre (ate porque se nao fracassassem nao precisariamos usar de novo). A filosofia, a arte, nos dao o plano e uma vez nele podemos manusear como bem queremos as sinteses. Escrevi isso na minha dissertaçao de mestrado, que sonho com o dia em que todos irao manusear a filosofia, a arte, como sintetizadores e o mundo como imensa realidade plastica, virtualidade pura, ou seja, material&#8230;Ha quem viva assim, ha tantas doses de sofrimentos indiziveis em tais modos de vida como tambem alegrias desconhecidas.<br />
Cordialmente, C.L.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Por: Felipe</title>
		<link>http://coemergencia.wordpress.com/2008/04/27/11/#comment-28</link>
		<dc:creator>Felipe</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Apr 2008 01:39:48 +0000</pubDate>
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		<description>São raios que são interpretados pelo cérebro, pequenos choques.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>São raios que são interpretados pelo cérebro, pequenos choques.</p>
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		<title>Por: julie</title>
		<link>http://coemergencia.wordpress.com/2008/04/27/11/#comment-27</link>
		<dc:creator>julie</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Apr 2008 00:22:30 +0000</pubDate>
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		<description>tô em dúvida se você entendeu o que eu tava dizendo no início, então refiz a redação, tava ambígua mesmo (possivelmente ainda esteja, não sei consertar)

A memória pra mim não engloba o existir não. O existir independe da memória! O que depende da memória é a subjetividade. A linguagem. 

A memória é algo que existe, assim como muitas outras coisas. Só que é uma coisa cuja existência é muito espantosa.

Agora, como assim a memória é energia?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>tô em dúvida se você entendeu o que eu tava dizendo no início, então refiz a redação, tava ambígua mesmo (possivelmente ainda esteja, não sei consertar)</p>
<p>A memória pra mim não engloba o existir não. O existir independe da memória! O que depende da memória é a subjetividade. A linguagem. </p>
<p>A memória é algo que existe, assim como muitas outras coisas. Só que é uma coisa cuja existência é muito espantosa.</p>
<p>Agora, como assim a memória é energia?</p>
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		<title>Por: Felipe</title>
		<link>http://coemergencia.wordpress.com/2008/04/27/11/#comment-24</link>
		<dc:creator>Felipe</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Apr 2008 22:12:26 +0000</pubDate>
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		<description>Você fazendo seu conceito de memória engloar o seu conceito de existir. Não é errado ou contraditório, mas é uma interpretação. Eu só não diria que ela é mais espantosa que existir por que você esta pensando nela como no existir.

Agora é impossível saer o que é a memória. Podemos roubar e fingir, apelar e sentir para responder, mas nunca vai satisfazer a razãozinha chata que dá voltas em si mesma. Pensando do ponto de vista científico a memória é energia. Uma resposta até um pouco poética para acompanhar a pergunta.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Você fazendo seu conceito de memória engloar o seu conceito de existir. Não é errado ou contraditório, mas é uma interpretação. Eu só não diria que ela é mais espantosa que existir por que você esta pensando nela como no existir.</p>
<p>Agora é impossível saer o que é a memória. Podemos roubar e fingir, apelar e sentir para responder, mas nunca vai satisfazer a razãozinha chata que dá voltas em si mesma. Pensando do ponto de vista científico a memória é energia. Uma resposta até um pouco poética para acompanhar a pergunta.</p>
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